sábado, 1 de maio de 2010

"Tenho sentimentos estranhos…na verdade, são “não sentimentos”…é como quando eu era pequeno, minha mãe vivia dizendo para eu não jogar bola dentro de casa…na nossa sala, em cima da mesa, havia um vaso, uma fruteira na verdade, que ela gostava muito…não preciso dizer que joguei bola…não preciso dizer que quebrei a tal da fruteira…não preciso dizer que “a chinela” comeu…lembro que quando isso aconteceu minha mãe não estava em casa…até a hora de ela chegar fiquei sentindo um misto de ódio de mim mesmo com “e agora o que eu vou fazer???”Agora estou sentindo esse mesmo ódio de mim…a fruteira se quebrou…em mil caquinhos…nada, nunca mais será a mesma coisa…mesmo que “nunca mais seja muito tempo”…existem coisas, sentimentos e fruteiras que não se refazem…que não se colam…as flores morrem e não voltam…O que sinto é estranho…é uma felicidade em saber que sim, é possivel esquecer todos…e uma tristeza por ter sido tão estúpido…e um medo muito grande porque sei que outros virão para me mostrar que continuo sendo estúpido…Queria poder arrancar meu coração do peito e colocá-lo no congelador…"

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